Para redações, repórteres investigativos e equipes de checagem

Provas para jornalistas e redações: preservar antes que apaguem

A publicação que sustenta a matéria some horas depois de o repórter ligar pedindo posicionamento. Meses adiante chega a notificação extrajudicial, e o que resta no arquivo é um print sem data demonstrável. O ProofSnap sela a fonte no momento da apuração, com um pacote que o departamento jurídico, o editor e o próprio leitor conseguem conferir sozinhos.

Ou nós fazemos por você

Você nos envia um link ou os arquivos. Devolvemos, em até 24 horas, um pacote assinado e com carimbo de tempo, que o jurídico da redação e o próprio leitor conseguem conferir sozinhos.

A exportação de conversa é o arquivo que o próprio aplicativo gera quando você toca em Exportar conversa. Nós convertemos esse arquivo em uma transcrição legível, calculamos o hash de cada arquivo e aplicamos um carimbo de tempo ao resultado, de modo que a outra parte não possa alegar que as mensagens foram editadas.

Em 2026, uma redação brasileira preserva a fonte de uma reportagem selando a página no navegador do repórter com o ProofSnap: 41 segundos por captura, com hash SHA-256, assinatura RSA-4096, carimbo de tempo qualificado e cadeia de custódia, num pacote que o jurídico do veículo e o próprio leitor conferem sozinhos.

A diferença aparece na notificação extrajudicial. Quando o autor da publicação alega que a matéria distorceu o teor original, a defesa do veículo depende de demonstrar o que estava publicado no dia da apuração. Um print responde isso com a palavra do repórter. Um pacote selado responde com horário sincronizado, endereço registrado, cabeçalhos de resposta do servidor e um registro forense encadeado que qualquer perito confere.

Preservar não é publicar. O pacote fica no computador do jornalista, a ProofSnap não recebe cópia do conteúdo e o sigilo da fonte continua sendo responsabilidade editorial, com o cuidado que a seção sobre transparência e proteção da fonte detalha.

Radim Motycka, fundador e engenheiro-chefe da ProofSnap · · Conferível de forma independente no Verificador de Confiança

A janela entre apurar e publicar

O que some primeiro, e sempre no pior momento

O pedido de posicionamento é o gatilho. Entre o telefonema da redação e a publicação da matéria, o material que a sustenta costuma desaparecer.

A publicação é apagada em horas

Basta a assessoria perceber que a redação está apurando. O perfil é fechado, a publicação é excluída e a página institucional é atualizada, tudo antes de a matéria ir ao ar.

O texto é editado sem aviso

A versão que a redação leu não é a versão que o leitor encontra depois. Uma edição silenciosa muda uma frase decisiva, e a matéria passa a parecer distorcida sem que ninguém consiga demonstrar o contrário.

A notificação chega meses depois

Quando o pedido de reparação por dano moral chega ao jurídico, o repórter já está em outra pauta e o arquivo tem um print sem procedência. A defesa passa a depender de memória em vez de material.

O ponto de decisão é a apuração, não a edição. Selar a fonte custa 41 segundos no momento em que ela ainda está no ar. Depois disso, nenhum recurso técnico traz de volta o que foi removido sem cópia.

O procedimento

O fluxo na redação, em quatro passos

Nada aqui muda a rotina do repórter. Muda apenas a ordem entre olhar e guardar.

  1. 1

    Sele antes de pedir posicionamento

    O telefonema da redação é o aviso de que a apuração começou. Preserve todo o material relevante antes de fazer o contato: perfis, publicações, páginas institucionais, anúncios, tabelas de preço, currículos.

  2. 2

    Use o modo sessão quando a pauta é um percurso

    Quando a reportagem demonstra uma ligação entre páginas, o modo sessão preserva cada aba visitada em uma subpasta própria, sob uma cadeia de custódia comum. Isso documenta a apuração, não só a conclusão.

  3. 3

    Grave em vídeo o que tem movimento

    Stories, reels, transmissões e feeds com carregamento contínuo se comportam de maneira diferente conforme a rolagem. A gravação com áudio entra no mesmo pacote, com o mesmo tratamento criptográfico.

  4. 4

    Repita a captura ao longo da apuração

    Uma segunda captura depois do pedido de posicionamento demonstra a edição ou a remoção que veio em seguida. Duas datas do mesmo endereço contam uma história que uma captura só não conta.

Painel lateral da extensão ProofSnap em português usado na redação para preservar uma página antes do pedido de posicionamento, com gravação de vídeo e carimbo de tempo qualificado UE (eIDAS)

O painel que o repórter opera

A captura acontece no navegador do próprio jornalista e o pacote fica no computador dele. Um clique sela a página, calcula o hash de cada arquivo, assina o manifesto e registra a cadeia de custódia, para que o jurídico do veículo tenha o que mostrar meses depois.

  • Página inteira, área visível ou sessão com várias abas da apuração
  • Gravação em vídeo com áudio para stories, reels e transmissões
  • Pacote que o leitor confere sozinho, publicado junto com a matéria
  • Exportação do relatório em qualquer um dos 29 idiomas

Equipes de checagem

Checagem de imagem, vídeo e procedência

O material que a checagem produz precisa sobreviver ao ataque de quem foi checado, e isso significa mostrar o processo, não só o resultado.

Sinais de origem, não veredito

A análise lê as credenciais de conteúdo C2PA quando existem, extrai os metadados EXIF, calcula um hash perceptual e pontua indícios heurísticos. O pacote registra o que foi observado. Uma checagem que publica os sinais é discutível no mérito; uma que publica um rótulo de “imagem gerada por IA” sem mostrar o caminho é atacável na forma.

Data de servidor das imagens

Para as imagens da página, a captura busca os cabeçalhos de resposta de cada arquivo, incluindo data da última modificação e identificador de versão. Uma foto apresentada como registro de ontem, mas servida com data de anos atrás, é um achado que o print não guarda.

Credenciais na própria captura

A captura de tela produzida pelo ProofSnap pode ser assinada com credenciais de conteúdo C2PA, de modo que a imagem carregue embutida a informação sobre a ferramenta e o momento em que foi gerada. Quem recebe a imagem fora do pacote ainda consegue ler a sua procedência.

O que o pacote não decide

Nenhum dos sinais determina se uma imagem é autêntica. A ausência de metadados é normal em qualquer imagem que passou por uma rede social, porque as plataformas removem esses dados na publicação. O valor está em documentar o exame com material conferível, não em produzir uma resposta automática.

O cuidado editorial

Transparência com o leitor, proteção da fonte

Os dois objetivos convivem, mas exigem decisões conscientes sobre o que sai da redação.

O que fica com a redação

A captura acontece no navegador do jornalista e o pacote fica no computador dele. A ProofSnap não recebe cópia do conteúdo capturado. Publicar o pacote é uma decisão editorial, nunca um efeito automático da ferramenta.

O que revisar antes de compartilhar

Uma captura feita em perfil logado pode exibir o nome da conta. Uma sessão com muitas abas documenta o método de apuração. Os cabeçalhos de autenticação e de cookies são removidos antes de entrarem no pacote, mas o conteúdo visível da página não é editado por ninguém. Abra e olhe antes de enviar.

O sigilo da fonte é garantido pelo art. 5º, XIV, da Constituição, que assegura o resguardo do sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional. A LGPD, por sua vez, não se aplica ao tratamento de dados realizado para fins exclusivamente jornalísticos, conforme o seu art. 4º, II, alínea a. Nenhuma das duas garantias dispensa o cuidado prático de conferir o que sai da redação dentro de um arquivo.

Quando o processo chega ao jurídico do veículo

A pergunta central quase nunca é sobre a apuração. É sobre o que estava efetivamente publicado quando a matéria foi escrita.

O que o CPC permite demonstrar

As reproduções digitais fazem prova dos fatos representados se a parte contra quem foram produzidas não impugnar a sua exatidão, e, impugnadas, exige-se a apresentação da autenticação eletrônica ou a realização de perícia (art. 422, §1º, do CPC). Um pacote com hash SHA-256, manifesto assinado, cadeia de custódia e carimbo de tempo é o material que atende a essa exigência sem transformar a perícia em uma investigação aberta.

Direito de resposta

A Lei 13.188/2015 disciplina o direito de resposta ou retificação em matéria divulgada por veículo de comunicação social. Quando a discussão é sobre o teor do que foi divulgado e do que o ofendido alega ter sido distorcido, ter preservado a fonte original com data conferível muda a natureza do debate.

Remoção de conteúdo

Quando o veículo é intimado a remover conteúdo, preservar o material antes da remoção mantém disponível, para o recurso, aquilo que deixou de estar no ar. O provedor de aplicações responde civilmente por conteúdo de terceiro apenas após ordem judicial específica de remoção, nos termos do art. 19 do Marco Civil da Internet.

Jurisprudência

O que o STJ decide sobre print e cadeia de custódia

O tema não é teórico. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça já tratou das duas pontas, e o que separa uma da outra é a metodologia da coleta.

No AgRg no HC 828.054/RN, relatado pelo Ministro Joel Ilan Paciornik e julgado por unanimidade pela Quinta Turma em 23 de abril de 2024 (DJe de 29 de abril de 2024), o Superior Tribunal de Justiça resumiu o julgado nestes termos, publicados no Informativo de Jurisprudência n. 811, de 14 de maio de 2024:

“Apreensão de celular. Extração de dados. Captura de telas. Quebra da cadeia de custódia. Inadmissibilidade da prova digital.”

A ausência de procedimentos que garantam a idoneidade e a integridade dos dados extraídos acarreta a quebra da cadeia de custódia e a inadmissibilidade da prova digital. O que o tribunal examina não é a imagem, é o método: quem coletou, com que ferramenta, em que ordem, e o que garante que nada mudou depois. Uma captura de tela sem esse registro não sustenta o que mostra.

O alcance real do precedente, sem esticar

Vale dizer com todas as letras: o caso trata de aparelho celular apreendido em investigação criminal, não de preservação editorial de uma página da web. Nenhuma redação deve ler esse julgado como se ele decidisse a validade de um print de reportagem. E a outra ponta também existe: o STJ tem reconhecido que prints obtidos por particulares, sem indícios de adulteração e confirmados sob contraditório, não configuram por si sós quebra da cadeia de custódia. O print não é automaticamente imprestável.

O que interessa à redação é o critério que atravessa as duas decisões, e ele é sempre o mesmo: quando existe metodologia documentada, o tribunal olha o conteúdo; quando não existe, ele olha para a falha do método e não vai além disso. Um pacote preservado desloca a discussão de “acredite no repórter” para uma conferência técnica em que ou os hashes batem, ou não batem. É um terreno em que a defesa do veículo trabalha com material, não com credibilidade.

O leitor confere sozinho, e essa é a ideia

Alguns veículos publicam o pacote junto com a reportagem. É a resposta mais direta à acusação de montagem.

No navegador, sem conta

O Verificador de Confiança é gratuito, roda na máquina de quem verifica e não envia o arquivo para servidor nenhum. Confere a assinatura do manifesto, recalcula os hashes, valida a ancoragem em Bitcoin e o carimbo de tempo e lê a cadeia de custódia.

Na linha de comando

Para quem prefere não confiar em nenhuma interface, os scripts verify.sh e verify.ps1 acompanham o pacote com um guia e a chave pública. A conferência é offline, com utilitários padrão do sistema, e continua funcionando anos depois graças aos dados de validação de longo prazo incluídos.

Pautas que quase sempre exigem preservação

Declarações que serão negadas

Publicações de figuras públicas que somem quando a repercussão chega. A negativa vem acompanhada da alegação de que a captura seria montagem.

Desinformação organizada

Redes de perfis, grupos e canais que replicam o mesmo conteúdo. O percurso entre eles é a matéria, e o modo sessão preserva o percurso.

Publicidade e preço

Anúncios enganosos, condições de promoção e tabelas de preço alteradas. A página muda em minutos e o fornecedor está vinculado à oferta veiculada (art. 30 do CDC).

Licitações e contratos

Editais, atas e páginas de portal público que são substituídas sem histórico. A versão consultada precisa ser demonstrável meses depois.

Currículos e credenciais

Perfis profissionais com formação ou cargo que desaparecem assim que a reportagem pergunta. A edição do perfil costuma acontecer no mesmo dia.

Conteúdo que será removido por ordem judicial

Quando a remoção é previsível, preservar antes mantém disponível para o recurso e para o registro histórico aquilo que sairá do ar.

O que o ProofSnap não é

Não decide se algo é verdadeiro

Demonstra o que estava publicado em determinado endereço e em determinado instante. Se o conteúdo é verdadeiro, quem apura é a redação.

Não identifica autoria

Quem publicou depende de outros elementos e, em regra, de ordem judicial dirigida ao provedor, nos termos do Marco Civil da Internet.

Não é arquivo permanente

O pacote fica com a redação, não em um repositório público mantido pela ProofSnap. Guardar e organizar continua sendo tarefa do veículo.

Não é assessoria jurídica

A ProofSnap não avalia risco editorial nem opina sobre a defesa do veículo. Isso é trabalho do jurídico da casa.

Preços para redações

Todos os valores são cobrados em dólares americanos. As quantias em reais são aproximadas, convertidas pela cotação de R$ 5,22 por dólar em 18 de agosto de 2026. A conversão efetiva é feita pelo emissor do cartão.

Uma pauta pontual

US$ 4,99 pagamento único

aprox. R$ 26 por 10 capturas

O SnapPack é a compra única de um número fixo de capturas, paga com cartão como qualquer outra compra. Não é assinatura, não renova automaticamente e não envolve período de teste. Serve para um freelancer em uma pauta ou para a redação testar o método antes de adotá-lo.

Comprar o SnapPack

Rotina da redação

US$ 16,99 por mês

aprox. R$ 89 por mês, ou US$ 160 por ano (aprox. R$ 835)

O Professional atende quem preserva fontes toda semana. Na cobrança anual, a economia é de 20%. O período de teste de 7 dias exige cartão de crédito no cadastro; se a assinatura for cancelada dentro dos 7 dias, nada é cobrado. Abaixo dele fica o Essential, a US$ 8,99 por mês (aprox. R$ 47) ou US$ 80 por ano (aprox. R$ 418).

Iniciar o teste de 7 dias

Carimbo qualificado e marca do veículo

US$ 28,99 por mês

aprox. R$ 151 por mês, ou US$ 280 por ano (aprox. R$ 1.462)

O Enterprise acrescenta o carimbo de tempo qualificado e coloca o logotipo, o nome, o endereço e a cor do veículo no relatório. O Company é a variante para equipes, com administração por assento e sem limite de integrantes. Ambos entregam 15 arquivos no pacote.

Ver o Enterprise

Créditos avulsos, quando a demanda é irregular. O eIDAS SnapPack custa a partir de US$ 6,99 (aprox. R$ 36) por carimbo, e 10 unidades saem por US$ 49,99 (aprox. R$ 261). O Video SnapPack custa US$ 24,99 (aprox. R$ 130) por vídeo, e 10 unidades saem por US$ 169,99 (aprox. R$ 887). Os créditos avulsos valem 12 meses a partir da compra.

Quando ninguém da redação pode fazer a captura, a equipe da ProofSnap preserva o endereço informado pelo serviço de captura de provas, a partir de US$ 44,99 (aprox. R$ 235) por endereço, com entrega em 24 horas. Para vídeos do YouTube existe a captura certificada de vídeo. Dúvidas por escrito em support@getproofsnap.com.

Pagamento recusado? Ative as compras internacionais no app do seu banco (Itaú, Nubank, Bradesco: Cartões → Compras internacionais → Ativar). O IOF de 3,5% (Decretos 12.466 e 12.467/2025) é cobrado pelo banco emissor. A cobrança é feita em dólar, e os valores em reais são apenas aproximados.

Cartão brasileiro: o que esperar na cobrança internacional

O ProofSnap é processado via Stripe com cobrança em USD. Para redações e freelancers no Brasil isso traz três pontos que convém saber antes:

1. IOF de 3,5% sobre cartão de crédito internacional. Sobre toda compra em moeda estrangeira no Brasil incide o IOF de 3,5%, cobrado automaticamente na fatura pelo banco emissor, não pela ProofSnap. A alíquota subiu de 3,38% para 3,5% pelos Decretos 12.466/2025 e 12.467/2025. Cada banco ainda aplica o próprio spread cambial, de modo que o valor final em reais fica acima da cotação comercial do dia.

2. Bancos brasileiros bloqueiam compras internacionais por padrão. Nubank, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e outros desativam compras internacionais online na configuração inicial. Solução em 2 minutos: abra o app do banco → Configurações do cartão → ative “Compras internacionais” e “Compras por internet” (em alguns bancos são duas opções separadas). Tente novamente após 5 minutos.

3. Cartão de débito pode não funcionar. Cartões de débito nacionais raramente são aceitos por estabelecimentos internacionais que usam Stripe. Use cartão de crédito (Visa, Mastercard ou Elo habilitado para uso internacional). Nubank Mastercard de crédito e C6 Bank Global Account funcionam nativamente.

Dica para reduzir o IOF: o SnapPack (US$ 4,99, aprox. R$ 26) é cobrança única, então o IOF incide uma só vez. Nas assinaturas recorrentes o IOF incide todo mês. Se a redação preserva de forma esporádica, vários SnapPacks saem mais baratos do que o plano Essential.

Pix internacional e boleto ainda não estão disponíveis como forma direta de pagamento. Para veículos interessados em faturamento em BRL por meio de parceiro local, escreva para support@getproofsnap.com.

O ProofSnap é uma ferramenta de prova, não assessoria jurídica. Os carimbos de tempo qualificados são emitidos pela Disig a.s., prestador qualificado de serviços de confiança na Lista de Confiança da UE. No Brasil esse carimbo não equivale ao carimbo do tempo homologado pela ICP-Brasil nem à presunção da MP 2.200-2/2001.

Fontes oficiais

Cada regra citada nesta página vem das fontes abaixo. Confira você mesmo em vez de acreditar na palavra da ProofSnap.

Perguntas frequentes

Sele na apuração, não na edição

A próxima pauta que depender de uma publicação alheia vai enfrentar a mesma sequência: o pedido de posicionamento, a remoção, a notificação. Os 41 segundos que separam encontrar de preservar são a única parte disso que está sob o controle da redação.

Leia também: Usaram sua foto? Como provar a autoria da imagem

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